"Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces;
porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto. (...) Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.(...) E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.
- Vinícius de Moraes